sábado, 2 de fevereiro de 2008

Mal

Peguei pedaços de Indignação.Cozinhei por horas uma maldade só minha,
Com letras quebradas vazei o clichê da vida e
por um milagre tudo virou maldição da escrita.

Espirra! Ele morria sem rima.

Na cozinha o liquidificador nada poético ensurdecia.

Raios!

Na cama era o velho disperso, com gemidos sufocados,
Na cama já não havia mais poesia, eram os trinta anos de cocaína,
Que matava a alma do artista [...]

O velho morria com o passar da Quimioterapia.
Vermelhos... Azuis... Pretos... Comprimidos azedos [...]


(Então se fez)
Havia uma cadela! Pequena e humilde,
Era a alegria do homem, ele sorria as brincadeiras falsas da cretina

Vi lágrimas descerem quando fiz do animalzinho uma vitamina no maldito liquidificador sem rima.


Marks William

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Vida na escrita [...]

A poesia Migrou para música (Quem não sabia?)
A poesia hoje é somente ouvida, mas nunca lida;
por letras caligráficas rabiscadas de ladainhas.

A poesia já não existe mais na fantasia
é caderno, é a fatalidade da vida.

Imaginação não tem gosto, não tem cheiro,
Tem apenas a amargura da novela de quinta.

Não deixem apenas o samba acabar.
Não deixem a poesia escrita em papel
de guardanapo se esfarelar.

A poesia não é repetida,
Não é apenas lida

A poesia é sentida pelas mãos de um velho artista.
.
.Ps: De presente para Glau Fernandes
.
Marks William

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Intervalo

Hoje!
Aniversário dos carrascos.

Parabéns aos maus-tratos!
Fui xingado!
Por homens Macabros.
Hilários.
Divertidos!
Sarcásticos.


As horas contam palmas, palmas, palmas.
Os anos passam longe, tão longe, longe.

Vi os cabelos do poeta se perderem no outono
Junto às folhas dispersas do campo. Era velho! "Hermético”.
Os braços se alojaram na gravidade; suspensos às 6: 30 da noite.
O poeta no alcance, sem gritos, sem liberdade. Mendigado à idade.
Gritante!

"Maldito o dia que nasci! Que o ventre de minha fosse meu túmulo" Jeremias

Marks William - Aniversário: 25 de janeiro - Dia em que Virginia Woolf Nasceu

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Crica.

Briga minha!
Tapa na cara.
Xingamento compulsivo de ataques epiléticos
Melodia minha. Sol! Fá! Ré!
A substancia nunca foi química.
Saudades.
Dos risos. Do carinho. Do medo.
Medo? De perdê-la inteira, primeiro os braços, os olhos e os dedos.
hahaha
Sem exagero!
Canibalismo!Como assim? Não sei...
É a loucura das palavras para descrevê-la. Lê-la. Tê-la.
Entre meus braços o suor de seus carinhos quase eternos, pertos, SÉRIOS!
Bate. Bate. Ama. Lixa! Lixadores de amores... [Gargalhada – MATA]

Marks William

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Alma!

O Nariz sangrou [...]
Por baixo dos panos um restinho de festejo.
Uma brincadeira dos deuses.
Uma mera “pegada” cheia de beijos.
Sorri o sangrar!
Matar!
Adoentar!
A brincadeira se estendeu,
amortalhou-se em virtude dos desejos.
O velho na cama com poucos dentes.
Mente em virtude dos belos moços que se entende.
O velho na cama doente;
Vi matar a fé,
O desejo,
A mente.
Queria vê-lo jovem uma única vez. Com copos de pinga na mão e o cheiro de cocaína no chão. Queria vê-lo esperto. Alegre.
[...]
Com sua batida apimentada de saravá de sábado à noite.

O velho morreria,
Mas comprei sua alma por uma “mixaria” de vida
vendi a minha ao demônio em troca de sua mentira! O velho viveu, “porém” eu morri (sem minha alma de poeta em fria.)
Para Adalberto - Ex mundo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Marcas!

É o respingo de café na cortina.
Alimentado pelas crenças de uma mendiga.
Letras... Palavras [...] Rabiscos! Desgaste!
Cortina rasgada Feita de saia de menina.
Nos lábios a marca de cigarro que fingiu uma sina.
Bate...
Chuta...
Carne preta...
Cara... Fresca...

Foi loucura por baixo da saia que o poeta encontrou a malicia feminina.
O Barulho do relógio com suas batidas [...]
TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC
Encontrado perdido, esquecido no devaneio de mil lápis crespos.
Não foi Clarice, Cecília e nem Virginia,
Foi maldição de um poeta descrente com a vida.
Rima pobre. Substantivo. Risco. Adjetivo.
Não passou pela mente uma métrica rica.
Ódio da gramática entre a cortina, não foi apenas café.
Foi mão que lava mão na crista de uma mendiga!


Marks William


sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Menina [...] Mentira... Sem nexo! Sexo...



Lixo! Boca! Ressaca... Alecrim
A febre era a piada
Pitada de Medo... Gosto de água. Perca do poeta...

Perca de algo absoluto.
Fiz o café sem cheiro, sem corpo, Cedo [...]
O poeta caiu. Novamente inocente.
Afogou-se enojado da caligrafia,

dos estudos e da disciplina.
Revirado!
Comeu sapo.
Vi o homem andar distante com seus passos magros,

ladrilhado por aqueles que apenas observavam.
Vi o homem velho com andar de passos largos.
Fugia! Fugia para o olho de mentira [...]
Beijei a menina com olhos de caixinha.

Ao alcance de certas mentiras.
Apelidaram a alma de covardia. Tadinha [...]

Sem notas musicais, sem os passos da dançarina,

o Sufoco da alma eram apenas em quatro maldições:
A voz sussurrada,
o toque quase sacerdotal,
a leveza da bailarina
e os beijos da pequena menina.
A vi sumir de vista na noite repentina.
Talvez um sorriso, um batuque de alegria, as sandálias de saída.
Estrada... Asas... Poetisa. Ressaca...

A boca! Três tiros e a morte de mentira. Mentiras...

A febre realmente era a piada.

Era o repudio da voz de Talita,
era moça, era simples na alma de menina.
.
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Marks William