sexta-feira, 17 de julho de 2009

Licinha!

Cinco horas da manhã e distante da varanda, Alice, arredia, muito triste não cantava. Olharia os pés vermelhos/ inchados/ cansados; mastigava tabaco; dentro da cozinha se definharia - engolira anfetaminas - alisaria o cigarro e comeria nicotina.
Cinco horas da manhã. Café preto! Alice tomava incomodada com a máscara. Cachaça descia. O cigarro entre os dedos estavam calados como as xícaras abafadas. Ela era arredia, simplesmente alisava o cigarro [...] Queria, mas tinha vergonha de ter amigos; a vontade dela era de fumar maconha antes do corte seco... Mais um pouco de café preto e o sol nascia.

[...]

"Desconhece-se a máscara, admite-se o homem por trás dela, por fim o ama e agrada-o com presentes/ a lembrança sofre pressões de meu lápis irreverente, o cheiro do cachorro submete-se a penetrar em minha roupa e a amada a quem me conhece como mascarado desdenha minha escrita num tabaco de camomila." eu realmente amei Mariana.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

[...]


"Quero - a de mãos dadas comigo... de beijos entrelaçados na esquina; quero a mistura de perfumes e a quentura embaixo do edredom/ quero somente um pouco de mim e mais nada - Cadê Mariana pra enxugar minhas lágrimas?"

Diário: 9 de dezembro - 20 h 00

  • Temo o ambiente - Talita me persegue - temo seu vestido lilás.
    Ontem caminhei pelas ruas - ratos atravessaram meu caminho como se eu não os pudesse vê-los (Hoje é dia de temer até a sombra que me acompanha). Encontrei o esgoto aberto/ a cidade se afoga em pornografia e viciadinhas em craque. “O fim se aproxima aos velhos que usam sapatilhas na esquina – Boa hora pra acender meu cigarro e acessar-me numa liberdade fora do inferno.”

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Diário: 08 de dezembro - 20 h 00

  • "Talita pertencia ao meu café. Ontem ela saiu sem salivar meus cigarros; adentrou com um vestido lilás, vi os seios, as pernas, mas não vi a alma. Se eu tivesse fé rezaria em cima de seu cadáver. O canalha a comeu, a lambeu, a jogou na perdição dos becos sujos/ seu vestido ainda entope o bueiro, no entanto o perfume rosa chegara até mim como se fosse novidade".

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Arquejo! Meu selo...


Gabriele era carente.

Amarga de medidas
permanentes.

Almejo
os dias que, outrora,
choviam simples desejos


Conheço seus preciosos

Beijos!
Gotejados em noites de pouca fibra
almocei a ladainha de quinta
e era sexta feira
quando os festejos adormeceram
em meus seios.



Marks William

segunda-feira, 25 de maio de 2009

23 h 48

Eu quero desistir de mim.
Olhei os sapatos e estavam sem cadarços.
Sem cadarços
Sem cadarços
Sem cadarços
Eu desisto nos instantes que nunca vivi.