quarta-feira, 19 de março de 2008
Infância.
Distância é algo natural, tão desvinculado com meu lado inumano,
Distante de minha infância enigmática e fraca.
Trabalhei aos meus oito anos de idade. [sacanagem]
Compreenderia... Adorar pretéritos sempre foi algo de minha concepção de escrita.
Estive triste por anos e somente agora aprendi a sorrir e quem sabe daqui alguns anos eu aprenda a gargalhar...
Não compreendo o sorriso amargo do Senhor que assistiu ao melhor palhaço voador... Circo. Estive lá com pipoca na mão. Sorrisos ao vento. Estridente.
Palhaços de tapas, cotoveladas. O humor sempre percorreu minhas vértebras deslocadas.
Já disse: "Amo pretérito". Quem sabe um dia ame um futuro mais avassalador e sorridente.
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.Marks William
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Minha dança [...]
Lá do alto perguntaram: De quem é?
Preto Velho não prestou atenção
o samba não possuía o riscar,
vi o garoto lá de cima gritar: Saravá! Saravá! Saravá?
E assim falou Zaratustra: "QUÉ FUMÁ?"
Zé Pelintra entrou na roda.
No batuque do Candomblé.
Vi pipoca ser mordida, e Pomba Gira saltar sem fé.
A faca riscou! Riscou e não cortou.
A faca deslizou no preto velho Zé!
Lá do alto ouvi dizer de quem é?
O Câncer na ladrilha era promessa de São Tomé
Bebeu! Comeu! Morreu!
O Câncer não escolhe suas vitimas, não tem pena, Ele é a esperança dos suicidas [...] Felizes Suicidas!
Marks William
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Minha Música! Pensamentos
O amor que se aproxima é distante, já que os amigos dispersam a loucura do primeiro beijo.
É ela. Hoje não a vejo mais. Distante com seus amigos quase eternos, com seus beijos distantes e provocantes. Prefiro vê-la longe, Prefiro sofrer ao tê-la. Assim. Afim!
Que pena! O beijo do palhaço não desenhou nenhuma fumaça de pinga!
Existiam sim toques obscenos, se conseguisse ver, veria até a pequena criança com malicia no pé.
Contornei o umbigo, deslizei a mão em sentido de dúvida e desacreditei quando me enxerguei com rosas nos dedos.
Era Mariana com sua pá para me enterrar definitivamente de seus romances em sambas.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Mal
Com letras quebradas vazei o clichê da vida e
por um milagre tudo virou maldição da escrita.
Espirra! Ele morria sem rima.
Na cozinha o liquidificador nada poético ensurdecia.
Raios!
Na cama era o velho disperso, com gemidos sufocados,
Na cama já não havia mais poesia, eram os trinta anos de cocaína,
Que matava a alma do artista [...]
O velho morria com o passar da Quimioterapia.
Vermelhos... Azuis... Pretos... Comprimidos azedos [...]
(Então se fez)
Havia uma cadela! Pequena e humilde,
Era a alegria do homem, ele sorria as brincadeiras falsas da cretina
Vi lágrimas descerem quando fiz do animalzinho uma vitamina no maldito liquidificador sem rima.
Marks William
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Vida na escrita [...]
A poesia hoje é somente ouvida, mas nunca lida;
por letras caligráficas rabiscadas de ladainhas.
A poesia já não existe mais na fantasia
é caderno, é a fatalidade da vida.
Imaginação não tem gosto, não tem cheiro,
Tem apenas a amargura da novela de quinta.
Não deixem apenas o samba acabar.
Não deixem a poesia escrita em papel
de guardanapo se esfarelar.
A poesia não é repetida,
Não é apenas lida
A poesia é sentida pelas mãos de um velho artista.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Intervalo
Hoje!
Aniversário dos carrascos.
Parabéns aos maus-tratos!
Fui xingado!
Por homens Macabros.
Hilários.
Divertidos!
Sarcásticos.
As horas contam palmas, palmas, palmas.
Os anos passam longe, tão longe, longe.
Vi os cabelos do poeta se perderem no outono
Junto às folhas dispersas do campo. Era velho! "Hermético”.
Os braços se alojaram na gravidade; suspensos às 6: 30 da noite.
O poeta no alcance, sem gritos, sem liberdade. Mendigado à idade.
Gritante!
"Maldito o dia que nasci! Que o ventre de minha fosse meu túmulo" Jeremias
Marks William - Aniversário: 25 de janeiro - Dia em que Virginia Woolf Nasceu
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Crica.
Tapa na cara.
Xingamento compulsivo de ataques epiléticos
Melodia minha. Sol! Fá! Ré!
A substancia nunca foi química.
Medo? De perdê-la inteira, primeiro os braços, os olhos e os dedos. hahaha
Sem exagero!
Canibalismo!Como assim? Não sei...
É a loucura das palavras para descrevê-la. Lê-la. Tê-la.
Entre meus braços o suor de seus carinhos quase eternos, pertos, SÉRIOS!
Bate. Bate. Ama. Lixa! Lixadores de amores... [Gargalhada – MATA]
Marks William