Gabriele era carente.
Amarga de medidas
permanentes.Almejo
os dias que, outrora,
choviam simples desejos
Conheço seus preciosos
Beijos!
Gotejados em noites de pouca fibra
almocei a ladainha de quinta
e era sexta feira
quando os festejos adormeceram
em meus seios.
Marks William
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Arquejo! Meu selo...
segunda-feira, 25 de maio de 2009
23 h 48
Eu quero desistir de mim.
Olhei os sapatos e estavam sem cadarços.
Sem cadarços
Sem cadarços
Sem cadarços
Eu desisto nos instantes que nunca vivi.
Olhei os sapatos e estavam sem cadarços.
Sem cadarços
Sem cadarços
Sem cadarços
Eu desisto nos instantes que nunca vivi.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
AUTOPSICOGRAFIA
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Antonia.
Cravada
A pobre, infeliz criatura odiava
O vestido xadrez, sem dúvida, não existia
Tolice! Antonia vacilava como tolos cheios
De espinhas. Aquele ódio custou-lhe
Amor Próprio?
Amar entre os desejos e cheiros custou
Alguma ponta de lápis.
Cravei entalado na escrita meu desejo
Por beijos que dentro da pobreza
[Sugeria mulheres gordas cheirando
Gorduras dos ralos de pias]
A pobre, infeliz criatura odiava
O vestido xadrez, sem dúvida, não existia
Tolice! Antonia vacilava como tolos cheios
De espinhas. Aquele ódio custou-lhe
Amor Próprio?
Amar entre os desejos e cheiros custou
Alguma ponta de lápis.
Cravei entalado na escrita meu desejo
Por beijos que dentro da pobreza
[Sugeria mulheres gordas cheirando
Gorduras dos ralos de pias]
sábado, 9 de maio de 2009
"Calda"
“Completara...
dezoito anos numa tarde de poucos caras
que saboreavam o licor das moças
de pernas abertas para a virgindade
se partir em dois pedaços
de saias raras”.
[...] é do jeito que o diabo gosta.
Marks William
dezoito anos numa tarde de poucos caras
que saboreavam o licor das moças
de pernas abertas para a virgindade
se partir em dois pedaços
de saias raras”.
[...] é do jeito que o diabo gosta.
Marks William
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Clichê.
Disseram isso da minha arte em poucas maldades,
isso fora dito num dia de pouca sacanagem
sequer imaginei o tiro de imagens
que o beco pudesse reproduzir com tamanha deformidade
o leve perfume da madrugada me grita
a bebida se transforma em amiga
sem compreender a saudade.
e hoje, uma única vez, desejei meu tablete de chocolate.
Falo: O gás do fogão, realmente, parece tão saudável [...]
isso fora dito num dia de pouca sacanagem
sequer imaginei o tiro de imagens
que o beco pudesse reproduzir com tamanha deformidade
o leve perfume da madrugada me grita
a bebida se transforma em amiga
sem compreender a saudade.
e hoje, uma única vez, desejei meu tablete de chocolate.
Falo: O gás do fogão, realmente, parece tão saudável [...]
terça-feira, 5 de maio de 2009
escorro.
Tempero doce.
Mastigo a cicatriz de meu pulso
alimento-me de curas.
alimento-me de saias retorcidas
alimento – me de pêlos úmidos.
sinto o seio
os beijos
a marca dos selos.
Tempero doce.
oral. Silenciado.
tabaco. Gemidos.
Fumei suas pernas.
Adentrei.
alisei.
Gozei.
enlouqueci embaixo do vestido desbotado.
Alimentei de sua cicatriz
Bem entre. Dentro. Saboroso.
de sua mente
daquelas pernas palpáveis
daquela senhorita de beijos falsos
pagos por cigarros mentolados.
Tempero amargo.
E no fim do ambiente, calou-se.
atirei meu branco em sua boca
nascera um filho condenado.
nascera o poeta modificado
morrera o infeliz com gilete nos lábios.
Sem graça o coração apertou.
A mocinha sem enredo,
num canto escuro do quarto
Menstruava de solidão.
Mastigo a cicatriz de meu pulso
alimento-me de curas.
alimento-me de saias retorcidas
alimento – me de pêlos úmidos.
sinto o seio
os beijos
a marca dos selos.
Tempero doce.
oral. Silenciado.
tabaco. Gemidos.
Fumei suas pernas.
Adentrei.
alisei.
Gozei.
enlouqueci embaixo do vestido desbotado.
Alimentei de sua cicatriz
Bem entre. Dentro. Saboroso.
de sua mente
daquelas pernas palpáveis
daquela senhorita de beijos falsos
pagos por cigarros mentolados.
Tempero amargo.
E no fim do ambiente, calou-se.
atirei meu branco em sua boca
nascera um filho condenado.
nascera o poeta modificado
morrera o infeliz com gilete nos lábios.
Sem graça o coração apertou.
A mocinha sem enredo,
num canto escuro do quarto
Menstruava de solidão.
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