quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Era tão belo!

meus olhos quebraram
meus olhos se foram
sem luz
apenas a escuridão sufocada
me domina
me toma
como parte de uma extensão
que não quero acreditar

...

Vi a luz e era tão atraente.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Beije meus pleonasmos,
ame meus pretéritos
amaldiçoe meu presente
cale-se diante meus lábios
Faça de conta que não existe passado
e invente romances alheios

Assim

Poderei gritar pela primeira vez que não existem espíritos
que me calam
que me façam
saudades de amantes que não existem".

sábado, 30 de janeiro de 2010

"Acredito que não tenha sorte nos amores. Quando são interessantes massacram minha confiabilidade, quando são perfeitos me massacram com o cotidiano enfadonho." Marks William
Nunca estive tão amargo, e ai que vejo a ironia feminina.
(prostitutas brancas passam e não ligam para meu código fálico)
Neste momento a embriagues me toma.
As palavras não buscam rima.
A nostalgia me compromete numa solidão de adolescente pronto a sujar as mãos com fluidos pecaminosos
(assim dizia a religião dogmática de quinta).

Conhaque no copo, cerveja fria, vinho aberto e duas carteiras de cigarro.

Lá está... Toda pomposa com o pó branco embaixo dos braços.
Maldita menina que antes da Crisma cuspia naftalina.
Lá está... A Senhora imbecilidade fumando ópio no quintal da vizinha.
Maldita menina que antes da comunhão enfiava a mão nas próprias fibras.

Injuriado me encontro em brasas
Desgostado com etanol entre os lábios
Inútil diante este vicio que te contamina longe da minha argila
Grito a frescura do hálito e não espero contradição

Vá! Apaga o cigarro
Cheire o medo que se encontra por baixo dos amores
Cheire a porcaria que se encontra na porcelana do vaso
Cheire o branco que não combina com a pele escura que absorvo
Cheire a canela longe dos meus pratos.
Apenas cheire... E sorria.

fui a escoria
fui a PORRA do coringa que se contaminou com a amante suicida.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Para Juliana

Renegar o passado ou fazer dos erros uma trajetória de beijos [...]
O lápis rabisca os contornos, num ritmo de criança peralta... O lápis atinge o sentido da escrita, a essência se perde nos prazeres de lábios molhados. Eu a vi, percebi os contrastes, dissipei a cachaça em cálices trincados, mesmo assim bebi, gostei, amei...
estava ali para ser amado!
Conquistar! "in vino veritas est". A verdade está no vinho. Unicamente no vinho
Isto é celebrar.
Celebrar uma grande paixão de contos de fadas... Achei que fadas não existissem
Mas estão por aí
para alegrar minha partida numa rima mais sensata e divertida.
Você! Meu pedaço de nostalgia... De sonhos absurdos. De meninices perdidas.

domingo, 4 de outubro de 2009

Pensei

E não temo o velhinho com flores na mão...temerei a criança com a jovialidade cuspindo em minha cara
preferiria o asilo a conviver ao lado de uma maternidade
todos envelhecem, menos a amizade e o amor...temerei o tempo que me rasga, mas não temerei os instantes que vivi dentro do templo de poemas e palavras faceiras - tudo tão esfuziante!

domingo, 30 de agosto de 2009

Diário - 1997

há a porta... nada mais!

Preparei o café, a manteiga e o pão caseiro.
Além da porta há o vazio.
há o vazio além daquela porta.
além da porta há o vazio de douradas faces
cortadas, fatiadas, pequenos traços de uma pobre escrita.

Na dura vida que percorri, aprendi o sabor cruel da vida adulta.

Além daquela porta há apenas o vazio de meus pensamentos e mais nada.