sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O livro me consome.

Rasgou meus vestidos, desgastou meus sapatos e tirou todo o batom dos meus lábios.

O personagem dentro de mim cresce a cada dia,

deixo de existir, deixo as calças amarelas em outra cerca,

em outro mundo que pertence apenas aos vizinhos

(nada de Noel ou Mariana)

Alicia vive enquanto Antonia morre.

O livro segue um rumo desconexo,

sem meus dedos, sem minha nicotina embaixo da unha.

Temo a jazida que diz meu verdadeiro nome.

Bebida!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

[...] Sem rota!

Os deuses "embusteiros" desceram para rir da minha cara...
Estou só
Desorientado
Fracassado
Sem aqueles vestidos enfadonhos que eu desprezava.

sábado, 14 de agosto de 2010

Pensamento.

Agora danço num suspense que não agradam os alheios
o maldito vestido ainda se encontra perto da esquina, de vez em quando o encontro
dentro do apartamento,
fuma, bebe, tem vida e compra a mesquinharia do meu amor.
há dias que me deixo correr por filmes ridículos
mocinhos e mocinhas se apaixonam sem boemia.

sento-me por horas em frente a ilusão da juventude
fico velho
fico cansado
fumo o necessário
para que eu possa me arruinar antes dos cabelos brancos
ao andar sinto os joelhos doerem
que péssimo bailarino eu sou
que péssimo hábito de caminhar com um cigarro entre os dentes.
Dentes amarelos
amarelo como o vestido que deixo repousar ao meu lado durante a embriaguês de noitadas falsas,
falsa e ilusória como minha dança afeminada.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ah! Tédio que se aloja em minhas linhas
e nas entrelinhas há um beijo que não existe
mas Sinto os lábios dados por outros
e não tenho mais vontade de escrita
nem de fibras das saias que se contorcem
num movimento enigmático e antipático
sempre na tentativa em me convencer
que não passo de um poeta quieto
e fingido.
fingido...
ido...
naquelas tardes onde o tempo me violentou,
adentrou sem devaneio
arrancando cheiro, sangue e hímen.

Eu sei que minto!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Era tão belo!

meus olhos quebraram
meus olhos se foram
sem luz
apenas a escuridão sufocada
me domina
me toma
como parte de uma extensão
que não quero acreditar

...

Vi a luz e era tão atraente.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

"Beije meus pleonasmos,
ame meus pretéritos
amaldiçoe meu presente
cale-se diante meus lábios
Faça de conta que não existe passado
e invente romances alheios

Assim

Poderei gritar pela primeira vez que não existem espíritos
que me calam
que me façam
saudades de amantes que não existem".

sábado, 30 de janeiro de 2010

"Acredito que não tenha sorte nos amores. Quando são interessantes massacram minha confiabilidade, quando são perfeitos me massacram com o cotidiano enfadonho." Marks William