Se eu soubesse... caso existisse a possibilidade de saber, nunca teria começado a escrever.
O tempo é fútil - a vida é. Caçando-me em cada entrelinha indesejada. Em cada caçoar de erro ortográfico.
Não tendo nada - não me tenho. Hoje tentei escrever o "Sexto Dedo", mas cansa-me só de pensar que terei que retornar em algo ainda sem prólogo. Estou à beira do desconhecido. À beira do ostracismo.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
O Caldo!!!
De onde tirou isto??? Sou o holocausto dos próprios sentimentos. A ruína dos prazeres sem prazer... O Objeto fálico calado. Calando-me!!! Onde? Por onde??? Sou pecador cristão??? “No início pensei em risos – que lessem as gargalhadas contidas neste livro, mas depois de um tempo percebi que não conseguiria, então pensei num choro, tão amargo quanto de Perséfone ao ser raptada pelo Deus sombrio.”
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Um novo capítulo
Dificuldades em escrever!
Hoje me sento pela primeira vez para escrever sobre Gabriele, Antonia, Dr. Vezet. Os personagens estão tomando a minha vida. Hoje pela manhã tomei café com a jovem Emile. Ela me olhou e disse: Termine!
O fantasma do passado agora se torna presente. A casa não suporta tanta gente. São bizarros, alegóricos e espectrais. Antes era para ser uma comédia, mas agora se tornou uma linda tragédia. Espero conviver com este Cheiro do Tabaco.
Hoje me sento pela primeira vez para escrever sobre Gabriele, Antonia, Dr. Vezet. Os personagens estão tomando a minha vida. Hoje pela manhã tomei café com a jovem Emile. Ela me olhou e disse: Termine!
O fantasma do passado agora se torna presente. A casa não suporta tanta gente. São bizarros, alegóricos e espectrais. Antes era para ser uma comédia, mas agora se tornou uma linda tragédia. Espero conviver com este Cheiro do Tabaco.
Por que me frustro toda vez que tenho que escrever sobre Eles?
sábado, 5 de maio de 2012
Mentiu
Simplesmente - mente!
Entrou em meu jardim
Descrente!
Roubou-me as rosas
Pisoteou-me os lírios
Inocente Cristo!
Que Cisto?
Mentiu
Mentiu
Mentiu
Feriu!
Marks William
Entrou em meu jardim
Descrente!
Roubou-me as rosas
Pisoteou-me os lírios
Inocente Cristo!
Que Cisto?
Mentiu
Mentiu
Mentiu
Feriu!
Marks William
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Devaneios...
Modigliani me interrompeu dizendo que não pintaria os meus olhos. Virginia não quis mais papear e Mariana ainda se esconde em meus livros.
Acho que vi Murilo Rubião gargalhar naquele canto escuro da sala, outrora, meu lugar preferido nesta festa.
Assim falou Zaratustra: "Qué fuma?" E eu já me perdi em tantos tabacos... Olhei para o lado esquerdo da mesa e cuspi três prazeres: Beijos, Lágrimas e Literatura.
Levante o vestido. Deixe bater a água nos tornozelos. Encha os bolsos de pedra e precipite-se na luta perdida contra a vida.
Quantas vezes tentarei a vida? Quantas pedras? Quantos riachos?
E não me amou mais. Não me quis. Alecrim!
Cansei-me de ser um arlequim.
domingo, 29 de abril de 2012
Fibras de mim
Há anos te vejo... sem nunca te ver.
Na Rua das Camélias o diabo veste rosa. Olhou-me, calçou-me e vomitou em mim amores incompreensíveis. O perfume ainda se encontra em minha calça, em meus finos panos... a lágrima daquele olhar ainda permanecerá em meu zíper - tão discreta ao limpar os lábios.
Não me olhe, vaidosa criatura. Não me coma com estes olhos... não me alimente com estes lábios...
O poeta não se vê!
Pula a janela, mas cria asas. Finge tão bem que o fingimento se torna verdade. O poeta não enxerga as linhas e nas entrelinhas não há mais nada. Apenas o sentimento aguçado de que do nada acontecerá novas fantasias. E de sentimento nada sente. Sentimentos são abstratos... condenados!
Na Rua das Camélias o diabo veste rosa. Olhou-me, calçou-me e vomitou em mim amores incompreensíveis. O perfume ainda se encontra em minha calça, em meus finos panos... a lágrima daquele olhar ainda permanecerá em meu zíper - tão discreta ao limpar os lábios.
Não me olhe, vaidosa criatura. Não me coma com estes olhos... não me alimente com estes lábios...
O poeta não se vê!
Pula a janela, mas cria asas. Finge tão bem que o fingimento se torna verdade. O poeta não enxerga as linhas e nas entrelinhas não há mais nada. Apenas o sentimento aguçado de que do nada acontecerá novas fantasias. E de sentimento nada sente. Sentimentos são abstratos... condenados!
sábado, 28 de abril de 2012
devaneios... e mais um pouco.
O tempo me vasculha... vasculhando-me!
Navalhou não apenas o corpo, mas os sentimentos. Há razão para te dizer te amo? Coma-me, mas me vomite no dia seguinte. Sem exemplos, sem disciplina... Virginia ainda me usa, usando-me naquele vestido desbotado. O cigarro ainda é o sexto dedo e a mente o inimigo que me prende nesta rede de trapaças sentimentais.
Eu vi a curva, a silhueta magra na penumbra, vi o gosto, o hálito sentido, mas não me vi.
Agora me contorço com este amigo prolixo chamado tempo. Tão abstrato e impossível de ser desenhado. Desenho que ignoro por não me entender.
Navalhou não apenas o corpo, mas os sentimentos. Há razão para te dizer te amo? Coma-me, mas me vomite no dia seguinte. Sem exemplos, sem disciplina... Virginia ainda me usa, usando-me naquele vestido desbotado. O cigarro ainda é o sexto dedo e a mente o inimigo que me prende nesta rede de trapaças sentimentais.
Eu vi a curva, a silhueta magra na penumbra, vi o gosto, o hálito sentido, mas não me vi.
Agora me contorço com este amigo prolixo chamado tempo. Tão abstrato e impossível de ser desenhado. Desenho que ignoro por não me entender.
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